A logística está passando por uma transformação acelerada. Com o avanço da tecnologia, novas exigências do mercado e mudanças no comportamento do consumidor, os profissionais da área precisam estar cada vez mais preparados.
Confira as principais tendências que estão moldando o futuro da logística:
A utilização de inteligência artificial permite prever demandas, otimizar rotas e reduzir falhas operacionais, tornando a logística mais eficiente e estratégica.
Centros de distribuição cada vez mais automatizados, com uso de robôs, sistemas inteligentes e veículos autônomos, aumentam a produtividade e reduzem custos.
Empresas estão adotando práticas sustentáveis, como uso de veículos elétricos e redução de emissões, atendendo às exigências ambientais e do mercado.
A entrega rápida e eficiente se tornou essencial. O desafio do “último quilômetro” exige soluções inovadoras e maior agilidade logística.
Hoje é fundamental acompanhar em tempo real todas as etapas da operação, garantindo transparência e melhor tomada de decisão.
Empresas estão diversificando fornecedores e aproximando a produção dos mercados consumidores, reduzindo riscos e aumentando a eficiência.
A tomada de decisão orientada por dados permite maior controle, previsibilidade e desempenho operacional.
A integração entre sistemas e parceiros logísticos se tornou essencial para aumentar a eficiência e reduzir custos.
O transporte de produtos sensíveis, como alimentos e medicamentos, exige monitoramento constante e tecnologias avançadas.
A demanda por centros logísticos modernos e com alta capacidade energética cresce junto com a automação e digitalização.
Prepare-se para o Futuro da Logística
No Instituto Aurum 360• EAD, você aprende na prática as competências necessárias para atuar nesse novo cenário e se destacar no mercado.
Uso de algoritmos para prever demanda, ajustar estoques, otimizar rotas, evitar gargalos.
Maior automação de decisões operacionais, por exemplo: seleção de transportadoras, roteirização em tempo real.
Sensores de temperatura, umidade, localização em carga, para monitoramento em tempo real.
Uso de “control towers” digitais que dão visão do início ao fim da cadeia logística.
Garantir transparência, autenticidade e integridade dos registros (por exemplo, documentos de transporte, origem de produtos).
Contratos inteligentes (smart contracts) e processos automatizados ligados a condições pré-definidas.
Frotas com veículos elétricos ou híbridos, rotas otimizadas para reduzir combustível e emissões.
Embalagens sustentáveis, economia circular, ações de compensação de carbono.
Reduzir dependência de fornecedores muito distantes, opções de nearshoring ou “proximidade” na produção/distribuição.
Ter múltiplos caminhos logísticos (rotas alternativas), estoques estratégicos, capacidade para reagir a rupturas (como desastres naturais, crises sanitárias, conflitos).
Necessárias para suportar IoT, ações em tempo real, automação pesada.
Infraestrutura: Em muitos locais, desafios de estradas, portos, redes de transporte ferrovia/rodoviária ainda são relevantes. Investimentos públicos e privados nessa infraestrutura são chave para aproveitar as novas tendências.
Regulação e ambiente de negócios: Normas ambientais, incentivos fiscais, regulamentos de trânsito, legislação trabalhista, importação/exportação podem acelerar ou frear a adoção de tecnologias mais avançadas.
Capacidade tecnológica e investimento: Empresas menores talvez tenham dificuldade para investir em IA, automação de armazéns, IoT etc. Parcerias, consórcios ou soluções “como serviço” (cloud, SaaS) podem reduzir barreiras.
Sustentabilidade como diferencial competitivo: Consumidores e empresas cada vez mais exigentes com ESG; logística sustentável pode ser fator de escolha em licitações e contratos.
Micro-fulfillment perto do cliente (MFCs) — grandes redes e empresas de tecnologia logística expandem centros menores nos centros urbanos para reduzir tempo e custo da última milha; tendência com forte ROI para varejo e supermercados. Isso reduz espaço de manobra para modelos centralizados.
Last-mile competitivo e especializado — mercado de entregas no Brasil aquece (previsões de mercado em 2025 mostram crescimento expressivo), com demanda por alternativas (lockers, roteirização dinâmica, entregas programadas, dark stores). Investir aqui reduz até 60–65% do custo percebido na experiência do cliente.
IA + Forecasting + Otimização de rotas — players brasileiros já usando IA para previsão de demanda e roteirização em tempo real; ganhos esperados em acurácia de estoque e redução de custo operacional.
IoT e controle de visibilidade (track & trace) — sensores, telemetria e “control towers” digitais tornam-se padrão para cargas sensíveis (temperatura, farmacêutico, alimentos) e para gestão de ativos e fretes.
Drones e novos modais (pilotos regulamentados) — vários estudos e projetos-piloto no Brasil apontam aceleração no uso de drones para nichos (saúde, áreas remotas) e para last-mile em zonas específicas — ainda dependente de regulamentação e infraestrutura.
Sustentabilidade e eletrificação da frota last-mile — pressão de consumidores e reguladores e ganhos em custo total de propriedade em rotas urbanas curtas tornam elétricos e micromobilidade opções crescentes.
Infraestrutura desigual: portos e malha rodoviária melhoram, mas gargalos regionais persistem — impacta prazos e custo.
Regulação para drones e cabotagem: oportunidades de cabotagem integrada e drones avançam, porém dependem de mudanças regulatórias e parcerias público-privadas.
Capacidade de investimento de PMEs: pequenas empresas tendem a terceirizar (3PL/4PL) ou adotar soluções SaaS/cloud ao invés de grandes CAPEXs.
Falta de mão de obra qualificada para operar e manter automação e IA — exige requalificação.
As novas tendências tecnológicas estão trazendo diversos desafios para a logística e essas tendências incluem a transformação digital, a automação, o transporte autônomo, a logística verde, a robótica, a internet das coisas (IoT) e a logística 4.0 que é é um conceito que surgiu como parte da Indústria 4.0, que busca a integração de tecnologias digitais e físicas para otimizar os processos logísticos. Essa abordagem envolve o uso de tecnologias como a internet das coisas (IoT), Big Data, Inteligência Artificial, Automação e Robótica para melhorar a eficiência, a visibilidade e a tomada de decisões na cadeia de suprimentos.
Um dos principais desafios é a necessidade de adaptação e atualização constante por parte dos gestores e profissionais da área logística, que por muitas vezes não estão conseguindo acompanhar a evolução tecnológica na mesma velocidade. A logística está passando por mudanças significativas devido à transformação digital e à recessão econômica, o que exige que os gestores estejam atentos às novidades e inovações para não ficarem para trás na concorrência.
Além disso, a implementação dessas novas tecnologias pode exigir investimentos significativos e a necessidade de uma estrutura adequada, como uma boa rede de internet e o uso de Big Data para análise de grandes volumes de dados.
Outro desafio é a segurança logística, pois com a introdução de novas tecnologias, é importante manter-se atualizado quanto às inovações que possam contribuir com a segurança e eficiência da operação logística o que se torna cada vez mais desafioso acompanhar a velocidade das novas tendências e isso inclui investir em recursos tecnológicos para aumentar a segurança e eficácia das operações logísticas.
A logística também enfrenta desafios relacionados à transformação cultural e à adesão tecnológica por parte das empresas, pois a transformação cultural é um passo importante para fortalecer o ambiente logístico e aumentar a competitividade do setor. No entanto, nem todas as empresas estão familiarizadas com as tendências proporcionadas pela logística 4.0 e seus benefícios, o que pode dificultar a adoção dessas novas tecnologias por parte das empresas.
A logística de transporte também enfrenta desafios específicos, como a busca por soluções rápidas, eficientes e de baixo custo para eliminar problemas na distribuição, armazenagem e entrega. A logística de transporte é considerada um dos principais gargalos logísticos em escala mundial, e os gestores estão constantemente buscando maneiras de superar esses desafios .
Logo, os desafios das novas tendências tecnológicas na logística incluem a necessidade de adaptação e atualização constante, investimentos significativos, segurança logística, transformação cultural, adesão tecnológica por parte das empresas e superação de desafios específicos da logística de transporte.
A otimização de processos logísticos envolve a revisão e a restrição dos fluxos de trabalho, com o objetivo de reduzir o tempo de execução das tarefas, reduzir os custos, minimizar erros e aumentar a produtividade. Isso pode ser realizado através da identificação de atividades que não agregam valor, da automação de processos repetitivos e da adoção de tecnologias que agilizam as operações logísticas.
Como por exemplo:
“Em um setor de expedição, onde é feito a expedição da mercadoria e a conferência dos documentos de frete emitidos pelos transportadores prestadores de serviço de transporte, onde essa atividade demanda tempo de conferência e validação dos valores gerados nos documentos (CTE – Conhecimento de Transporte Eletrônico) para liberação dos documentos para os departamentos de contabilidade, financeiro e compras. Ao automatizar essa atividade, mesmo ela sendo de baixo valor agregado, ela soma em resultados positivos em eficiência, redução de erros, rapidez e confiabilidade nas informações. Evitando pagamentos em duplicidade, pagamentos de taxas não negociadas, valores divergentes das propostas assinadas. Já vivenciei casos onde tinhamos 1871 tabelas de frete para conferir com o recebimento de todos os CTE’s ao longo do dia, onde a conferência era feita manualmente em planilhas de excel, o que demandava tempo e atrasos na entrega dos documentos e erros recorrentes.” Experiência prática vivenciada em 2018.
Além disso, a otimização de processos logísticos também podem envolver a melhoria da comunicação e da colaboração entre os diferentes departamentos envolvidos nas operações logísticas, como setor de compras, setor de produção, setor de transporte e setor de armazenamento.
O custo logístico das empresas, soma dos gastos com transporte, estoque e armazenagem, vêm crescendo nos últimos anos. Segundo dados da ABOL e Supply Chain, esse ano deve fechar com um consumo de 13,3% do PIB do país.
E como reduzir esse custos logísticos?
Reduzir os custos logísticos é um desafio para muitos gestores, mas existem algumas estratégias que podem ser adotadas para alcançar esse objetivo.
Aqui estão algumas dicas para reduzir os custos logísticos em uma empresa:
Implemente um processo de roteirização eficiente, utilize para isso tecnologia de acordo com o seu negócio.
Defina metas e objetivos claros e realistas para todos os setores da sua logística.
Utilize modalidades alternativas de transporte, como caminhões menores, vans ou motos, para produtos de menor volume.
Utilize ferramentas de gestão, como um sistema de gerenciamento de armazém (WMS) e um sistema de gerenciamento de transporte (TMS). O sistema certo para o tipo de négocio sua empresa.
Monitore os indicadores de desempenho (KPIs) logísticos para identificar falhas e oportunidades de melhoria.
Pense de forma estratégica e desenvolva rotinas mais eficientes e estratégicas nas suas operações.
Capacite os motoristas para garantir uma condução econômica, com segurança e eficiência do transporte de cargas.
Faça uma análise completa dos custos logísticos e identifique gargalos e inconsistências na cadeia logística.
Utilize tecnologias especializadas para resolver problemas específicos da área de logística.
Planeje as rotas de forma eficiente, evitando pedágios, congestionamentos e áreas de risco, tempos de paradas desnecessárias.
A gestão de frotas é uma área em que as empresas dependem de veículos para suas operações. Os custos logísticos desempenham um papel fundamental nessa política de gestão de frotas, pois afetam diretamente a eficiência e a rentabilidade de suas operações.
Uma boa gestão dos custos logísticos permitem que as empresas tenham um maior controle sobre os gastos relacionados à movimentação de mercadorias e insumos, como armazenamento, transporte, combustível, manutenção dos veículos, entre outros. Ao documentar e padronizar esses procedimentos e normas para a condução dos processos logísticos, a empresa consegue ter um maior controle sobre os custos e garantir a utilização eficiente dos veículos da frota.
A gestão de custos logísticos também contribui para a segurança dos condutores, que é um dos ativos mais importantes de qualquer empresa. Ao garantir a segurança dos condutores, é possível evitar acidentes, infrações de trânsito e reduzir os custos relacionados a sinistros e danos aos veículos.
Uma gestão eficiente dentro das empresas nos custos logísticos podem levar a um aumento na lucratividade da empresa, uma vez que a redução de custos resulta em uma maior margem de lucro, pois com a otimização dos custos logísticos permite que a empresa seja mais competitiva no mercado, ao possibilitar a redução dos preços dos produtos e serviços oferecidos, se posicionando de forma estratégica em preços e nível de serviço.
A importância dos custos logísticos na política de gestão de frotas está relacionada à eficiência operacional, à redução de custos, à segurança dos condutores e ao aumento da lucratividade da empresa.
LIFO (Last-In, First-Out): O LIFO é um método de controle de estoque que prioriza a venda ou uso dos produtos mais recentemente adquiridos. Embora o LIFO não seja específico para o controle de validade, ele pode ser útil em certos contextos, como por exemplo em indústrias onde a obsolescência é um fator importante. (fábrica de carros, fábrica de tecidos é um exemplo de empresas que utiliza o LIFO). Para um fabricante de automóveis por exemplo, é interessante que saim primeiro o último modelo de veículo lançado e não o fabricado.
Mede o tempo necessário para entregar um produto ao cliente. Esse indicador é importante para avaliar a eficiência do processo de entrega e identificar possíveis gargalos. Para o calculo desse indicador é importante decidir qual o método que será utilizado. Se não for escolher nenhum método específico, pode-se utilizar a fórmula simples do calcular o indicador de tempo médio de entrega, seguindo os seguintes passos:
Registre o tempo de entrega de cada pedido: Anote o tempo que leva para entregar cada pedido, desde o momento em que é feito até a entrega ao cliente.
Alguns dos prazos de entrega de todos os pedidos: Alguns dos prazos de entrega registrados ao longo de um determinado período, como um mês ou um ano, ideal é dos últimos 3 meses.
Divida a soma pelo número de pedidos: Divida a soma dos prazos de entrega pelo número total de pedidos realizados no mesmo período. Isso lhe dará o tempo médio de entrega.
Exemplo: Suponha que você registrou os prazos de entrega de 10 pedidos ao longo de um mês. Os tempos de entrega foram os seguintes: 2 dias, 3 dias, 4 dias, 2 dias, 5 dias, 3 dias, 4 dias, 3 dias, 2 dias, 4 dias.
A soma dos tempos de entrega é: 2 + 3 + 4 + 2 + 5 + 3 + 4 + 3 + 2 + 4 = 32 dias.
O número total de pedidos é 10.
Portanto, o tempo médio de entrega seria: 32 dias / 10 pedidos = 3,2 dias.
Assim, o indicador de tempo médio de entrega seria de aproximadamente 3,2 dias.
O objetivo da redução de custos nas análises das operações logísticas é identificar oportunidades de economia e eficiência nas atividades logísticas de uma empresa, e isso envolve a identificação de áreas onde os custos são elevados e a busca por alternativas que possibilitam reduzi-los.
Através das análises das operações logísticas, é possível identificar gargalos, eliminar atividades desnecessárias, otimizar processos e buscar soluções mais econômicas.
“Um exemplo de atividade desnecessária: Já esteve em alguma empresa onde tem um colaborador que está o dia todo digitando uma planilha e ninguém sabe por qual motivo essa planilha está sendo feita e nem para que serve? Então, muitas das vezes os processos são automatizados, não sendo mais necessários o uso da planilha original, ou a planilha perde seu valor original e é descontinuada e não avisa a fonte da descontinuação, e essa falha na comunicação e acompanhamento do processo acaba onerando a mão de obra e elevando o custo operacional da empresa.”
A redução de custos nas operações logísticas podem contribuir para a competitividade da empresa, permitindo que ela ofereça preços mais competitivos aos clientes e aumentem sua margem de lucro. Quem não quer aumentar sua margem de lucro?
Uma das maneiras de reduzir os custos nas operações logísticas é otimização do setor de transporte, pois o setor de transporte impacta diretamente no cálculo de valores da produção de mercadorias e no preço final de produtos e serviços, sendo um dos tópicos essenciais apresentados em toda a cadeia de suprimento.
Segundo estudo da Fundação Dom Cabral, realizado e divulgado em São Paulo no dia 19 de abril 2018, com 130 grandes empresas brasileiras, os custos logísticos consomem, em média, 12,37% da receita das organizações brasileiras, sendo que o transporte de longa distância é o custo de maior peso dentre os analisados, ficando com um percentual médio de 63,5% do custo logístico total.
“Em linhas gerais, o transporte incluindo operações de longa e média distância, somada à distribuição urbana, continua sendo um fator muito presente na composição do custo logístico. Basta ver, por exemplo, que as empresas consideraram em média que tal item corresponde a 63,5% do custo logístico total”, destaca Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral e responsável pelo estudo.